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sábado, 3 de janeiro de 2015
Top 10 de afundanços de 2014
Gosto muito de ver NBA. Gosto ainda mais de ver highlights da NBA. Aqui estão os 10 melhores dunks de 2014.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Steve Nash e Kobe Bryant sobre o final das suas carreiras
Nash, com 40 anos, já anunciou que este é o seu último ano na NBA. Bryant tem 36 anos (já aqui falei aqui do trabalho que tem feito para voltar a jogar depois das lesões que teve e quando sente que o seu corpo não responde da mesma maneira) e mais dois de contrato com os Lakers, mas ainda não tomou uma decisão sobre se vai ou não terminar a sua carreira depois disso.
Com lesões de parte a parte, Nash e Bryant não jogaram um único jogo juntos o ano passado. Sendo que os dois (mais o Pau Gasol) eram as principais figuras da equipa, não é de estranhar que os Lakers tenham feito a segunda pior época de sempre: 27 vitórias e 55 derrotas. A juntar a isso, tiveram a derrota mais pesada na sua história, 142-94, contra os rivais de Los Angeles, Clippers.
Ambos fizeram uma preparação dura na offseason, e estão saudáveis. Mas como diz Kevin Ding neste artigo para o Bleacher Report, vão ter de começar um regime de treino diferente e aprender a não dar tudo o que têm em cada sessão. No primeiro treino da pré-época, tanto Bryant como Nash assitiram ao final da bancada; ordens específicas do preparador físico para que tratem o seu corpo de maneira mais respeitosa, por assim dizer.
"In the past, I've always pushed myself to the limit. That's every day. Now I've just got to be a little bit more patient and make sure when you step off the court you still have something there" - Kobe Bryant
"I've always kind of overdone it or tried to do too much on a day-to-day basis. For me, it has been a real challenge this summer to stop while I feel good and come back again later in the day if I have to. Not overdo it and leave myself exposed or exploit the good health I do have. That's going to be a different perspective for me. I've got to pick my spots and give myself the best chance to sustain it." - Steve Nash
"I've always kind of overdone it or tried to do too much on a day-to-day basis. For me, it has been a real challenge this summer to stop while I feel good and come back again later in the day if I have to. Not overdo it and leave myself exposed or exploit the good health I do have. That's going to be a different perspective for me. I've got to pick my spots and give myself the best chance to sustain it." - Steve Nash
Tanto um como o outro faziam hábito de treinar mais do que lhes era pedido, mais do que os colegas de equipa, mais do que os adversários. Kevin Ding diz, no mesmo artigo, "on Tuesday, Bryant, in flip-flops, and Nash, sitting next to him, watched their teammates suffer through the practice-ending suicide sprints without them. It's wrong, frankly. But given the choice between wrong and nothing, they'll take wrong."
Aquilo que se passa é que eles sempre procuraram uma maneira de ganhar, e de entrar para a história. Essa maneira era fazer sempre mais para fazer sempre melhor do que os outros. Mas no final da sua carreira, com o corpo a ter mais dificuldade em recuperar, com muitas lesões recalcadas e o fantasma de uma nova sempre por aí, chegar às vitórias implica um esforço diferente. Implica ir para o banho mais cedo, ficar a ver os colegas treinar, estar em campo a ensiná-los e resistir à vontade de entrar e fazerem eles próprios as coisas, esperar que a experiência acumulada e o conhecimento do jogo consigam fazer aquilo que já não conseguem fazer através da frescura física.
"As you get older, you've got to accept some things you can and can't do. There's strength in that vulnerability, I think." - Kobe Bryant
Este é, talvez, o momento mais triste da carreira de cada jogador. Alguns desistem muito antes de chegarem a este ponto, outros lidam mais naturalmente com essa eventualidade e começam a sua transição para fora dos campos (para serem treinadores ou não) mais cedo. Mas muitos nunca conseguirão ultrapassar o facto de o corpo não os deixar fazer aquilo de que mais gostam, mesmo que o aceitem como fatalidade. É sempre assim no desporto.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Kobe Bryant, 36 anos, prepara o seu regresso
Nunca gostei muito dos LA Lakers, em parte por serem rivais dos Boston Celtics mas mais ainda porque a sua principal figura era o Kobe Bryant. Arrogante ao ponto de me fazer sentir desconfortável, demasiado dominante para o jogo ser divertido. Mas o gajo era bom.
No ano passado jogou apenas 6 jogos, entre lesões. Com 36 anos podia simplesmente arrumar as botas, mas esse não é o seu estilo. Por isso, nesta off-season trabalhou o dobro de toda a gente para voltar em força. Claro que não vai voltar à sua forma física, esperto como é ele próprio admite que o seu corpo não vai voltar a ser o que era. Mas também sabe que está mais inteligente, que é mais capaz de ler o jogo, de ganhar com a cabeça; às vezes isso não chega, mas ele promete dar luta.
Nunca gostei do Kobe Bryant, mas passei a gostar mais dos Lakers quando o Steve Nash - uma das minhas paixões neste desporto - se juntou à equipa. A minha opinião sobre o Kobe parece estar a mudar. Ao contrário do que eu pensava, ele não vivia dos seus atributos físicos e técnicos e usava a sua superioridade como combustível para se manter concentrado. Quem o conhece diz que a sua capacidade nasceu do fogo, da "competitive drive". E, mais do que isso, ele não vive daquilo que conseguiu, mas usa o seu passado para saber o que consegue ou não fazer hoje.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Bill Russel, 11 vezes campeão da NBA, sobre a homossexualidade no desporto
Bill Russel falou, nas comemorações dos 50 anos do Civil Rights Act, sobre o que enfrentam os atletas homossexuais no desporto de hoje em dia. Além de ser Hall of Famer da NBA e 11 vezes campeão pelos Boston Celtics, Bill Russel foi também um activista importante para o movimento dos Civil Rights.
A sua abordagem ao tema é clara e bem feita. Russel compara a situação em que estão os atletas homossexuais com o que os negros enfrentavam há 50 anos. Questões como se um atleta gay pode ser um bom companheiro de equipa ou se vai trazer problemas aos balneários são exactamente as mesmas, mas dirigidas a uma minoria diferente. O que nos dá alguma esperança de que, eventualmente, não fará diferença para adeptos, dirigentes e atletas se um jogador é ou não homossexual. Já não faz, mas eventualmente também não fará de uma forma aberta.
"Russell said he would have only one question about a gay teammate: Can he play?"
Há uns tempos li um livro que mencionava os Implicit Association Tests feitos pela Universidade de Harvard. Estes teste são feitos para medir os nossos preconceitos não ao nível intelectual e racional, mas sim a nossa reacção imediata a um determinado grupo de pessoas (negros/brancos, obesos/magros, mulheres/homens...). Os testes mostram não só que a grande maioria tem preconceitos contra a minoria menos aceite na sociedade - mesmo que façam parte dessa minoria! - mas também que esse preconceito está tão enraizado que nem mesmo treinando várias vezes o mesmo teste a nossa opinião automática vai mudar. Mas houve um aluno da pessoa que escrevia este livro que tinha conseguido, uma única vez, alterar o resultado (de ligeira preferência para brancos para um resultado totalmente neutro). Ele fez o teste imediatamente depois de ver uma jornada dos Jogos Olímpicos, onde os atletas negros estiveram em grande destaque.
A entrada dos atletas negros, sobretudo nos EUA, mudou as raízes do desporto. Mas mais importante que isso, também teve os seus efeitos na sociedade. Ao contrário do que vemos todos os dias nos filmes e anúncios de televisão, nos jornais e um pouco por todo o lado, no desporto todas as raças são facilmente associáveis ao sucesso, à emoção, ao poderio físico; todas têm os seus embaixadores.
Com os homossexuais, o aspecto do desporto não irá mudar porque ser gay ou não não tem nenhuma vantagem ou desvantagem física. Mas muda muita coisa na maneira como o desporto ajuda uma sociedade a evoluir.
Podem ler a notícia inteira aqui.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
O Regresso de Rose
"I have no fear. I am ready"
Derrick Rose, point guard dos Chicago Bulls, é o jogador que mais gosto de ver num campo de basquete. Agressivo com a bola na mão, rápido a passar no meio dos defesas, marca muitos pontos e dá muitos a marcar. Nas últimas duas épocas jogou apenas 10 jogos entre duas lesões morosas nos joelhos.
Rose sempre pareceu muito forte mentalmente, mas as lesões testaram realmente até onde vai esse estoicismo. Falou-se de que ele estaria pronto para desisir da sua carreira, coisa que o próprio sempre negou. No seu primeiro jogo desde há 9 meses, na sua cidade natal e cidade do seu clube, Chicago, a representar a equipa nacional (os USA bateram o Brasil por 95-78), Rose mostrou que a explosividade ainda lá está, por debaixo de uma pequena camada de ferrugem.
Bem-vindo de volta.
Derrick Rose, point guard dos Chicago Bulls, é o jogador que mais gosto de ver num campo de basquete. Agressivo com a bola na mão, rápido a passar no meio dos defesas, marca muitos pontos e dá muitos a marcar. Nas últimas duas épocas jogou apenas 10 jogos entre duas lesões morosas nos joelhos.
Rose sempre pareceu muito forte mentalmente, mas as lesões testaram realmente até onde vai esse estoicismo. Falou-se de que ele estaria pronto para desisir da sua carreira, coisa que o próprio sempre negou. No seu primeiro jogo desde há 9 meses, na sua cidade natal e cidade do seu clube, Chicago, a representar a equipa nacional (os USA bateram o Brasil por 95-78), Rose mostrou que a explosividade ainda lá está, por debaixo de uma pequena camada de ferrugem.
Bem-vindo de volta.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
San Antonio Surs @ Miami Heat - jogo 3 da final e o record dos Spurs
Jogo 3 da final dos playoffs da NBA, entre os Miami Heat e os San Antonio Spurs. 1-1 depois dos jogos em San Antonio. Frente a frente duas equipas e vários jogadores com muita experiência de finais e muitos anos de Basket nas pernas. Diferenças?
O segredo da equipa de Miami é o jogo-espectáculo, veloz, que domina grandes bocados da partida através do poder físico e energia que contagia jogadores, banco e público. Spurtability, chamam-lhe os americanos.
San Antonio depende menos do ambiente no pavilhão (tem um score de época regular de 32 vitórias e 9 derrotas em casa, e de 30-11 fora) e mais da consistência dos 3 veteranos, Duncan, Parker e Ginobli. E, ao contrário de Miami, tem um jogador de grande qualidade que não pertence ao grupo de jogadores basilares, sinónimo de menos pressão e mais liberdade: Kawhi Leonard.
Pois. O arranque foi certinho, como é hábito dos veteranos de San Antonio. Recorde de % de lançamentos certeiros numa parte de uma final com 76% (e, caraças, 87% no 1º quarto!), quando a média da NBA anda nos 45%. Ainda para mais estavam a jogar sob pressão e contra os Heat, uma equipa que faz o oponente arriscar menos no ataque para não sofrer tantos pontos nas transições.
CHAVES DO JOGO:
Mas, mais importante do que isso, Leonard entendeu o seu papel, sacudiu a pressão e fez um grande jogo. Meteu 10 dos 38 cestos da sua equipa, 5 deles no 1º quarto e, tal como disseram no USA Today, "não fez barulho ao silenciar LeBron". Ao contrário de James, Leonard não é a figura principal da sua equipa, não é o jogador mais experiente e de quem se espera mais e tem um banco mais forte para o apoiar caso as coisas não corram bem. Tal como Greg Popovych, treinador dos Spurs, quer para a sua equipa, Leonard é daqueles jogadores cuja chama arde por dentro; não é expansivo nem efusivo, mas quando o jogo começa "baixa a cabeça" e só vê bola. Correndo o risco de desaparecer durante um jogo inteiro, as suas características psicológicas são ideais para jogos complicados - como por exemplo finais a jogar fora de casa. É o Joker desta equipa e, desta vez, o Joker levou a vaza para o seu lado.
Primeira parte incrível da equipa de San Antonio, que praticamente fechou o jogo ao intervalo, com o resultado em 71-50. Os Miami Heat não voltariam mais ao jogo, mesmo com a equipa forasteira focada apenas em gerir o resultado, ficando a ideia de que não conseguiram jogar como equipa e concentrar-se o suficiente para se empolgarem, a si e ao público; seria a única hipótese para dominarem o resto da partida e chegarem à reviravolta.
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Resultado final: 111-92. O jogo 4 é novamente em Miami, com transmissão na SportTv 2 às 2:00 da madrugada de dia 13.
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